quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Paulo Ramos confirma saída do PDT

A TRIBUNA
O deputado estadual Paulo Ramos resolveu sair mesmo do PDT. A decisão será comunicada oficialmente ao partido e ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio nos próximos dias. O parlamentar tem três processos contra ele na comissão de ética do diretório regional da legenda e um no nacional. Além de um processo na Justiça movido pelo presidente nacional e fluminense da sigla, Carlos Lupi. O prazo para filiação a um novo partido se esgota no final de setembro.
A saída de Ramos põe fim a uma briga iniciada na convenção do partido em 2010, quando foi decidido o apoio pedetista ao governador Sérgio Cabral (PMDB), então candidato à reeleição. O parlamentar se posicionou contra, mas, foi voto vencido. Para Ramos, o PDT virou um balcão de negócios. “Estou sendo acusado de difamar o partido e que ele se contradiz hoje com a sua tradição trabalhista. A legenda faz conchavos e hoje apoia o Governo Sérgio Cabral, tendo duas secretarias, a de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca; e Defesa do Consumidor. A sigla traiu a sua história”, afirmou o deputado.
Há mais de um ano, Ramos responde a processos na comissão de ética do PDT fluminense e o nacional. Segundo a Executiva do PDT-RJ, o parlamentar faltou às convocações comissão e está sendo julgado à revelia. Para o pedetista ser oficialmente expulso, é preciso haver uma reunião onde a comissão anunciará o seu parecer e em seguida, os membros do diretório votam a saída de Ramos. Não há previsão de quando isso ocorrerá. Além disso, na ação judicial, Lupi pede uma indenização de R$ 50 mil por danos morais, pelo fato de que o deputado estaria supostamente denegrindo a imagem da legenda, ao afirmar que a direção está desrespeitando o estatuto da sigla.
Uma fonte ligada a Paulo Ramos afirmou que o a direção regional do PDT adia a expulsão do parlamentar para que ele perca o prazo de filiação a novo partido. Por isso, o deputado resolveu sair neste momento. Já recebeu convites de várias legendas, como o PT, PSB, PC do B e o PSOL. Em meados de agosto decidirá para onde vai.

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