quinta-feira, 21 de março de 2013

Manifestação marca 10 dias de greve na Gama Filho e UniverCidade


Uma manifestação marcada para as 12h desta quinta-feira, no Centro do Rio de Janeiro, irá marcar os dez dias do início da greve nas universidades Gama Filho e UniverCidade. O protesto de alunos e professores pela intervenção do Ministério da Educação (MEC) contra a gestão do grupo Galileo Educacional S/A vai ser realizada próximo a Cinelândia.

Os manifestantes do corpo docente reivindicam os pagamentos de janeiro, fevereiro e o valor referente às férias do período 2011/2012. Já os alunos querem o retorno imediato das aulas.

O protesto vem após o assunto descambar esfera acadêmica para a Justiça. Os deputados estaduais Paulo Ramos (PDT) e Robson Leite (PT) abraçaram a causa e abriram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das universidades. Eles vão protocolar na Justiça um pedido de intervenção do MEC nas duas universidades.

O SRZD conversou com o parlamentar pedetista, que culpa o MEC pela falta de fiscalização e condena o que chamou de "terrorismo" praticado pelo grupo administrador dos centros de ensino.

"Vamos pedir providências em relação ao MEC. Não podemos imaginar o fechamento das universidades, esse terrorismo que os controladores (grupo Galileo S/A) mantém", afirmou Paulo Ramos.

Além de pressionar o MEC, o deputado disse ainda que a interferência judicial tem como objetivo "criar alternativas" para os professores e alunos prejudicados com a paralisação.

"Entendemos que precisávamos levar a questão pro âmbito judicial. Temos que criar soluções para resolver a questão dos professores e dos alunos, principalmente aqueles que estão em fase de conclusão. Agilizar as tranferências se for o caso", explicou.

Em abril do ano passado, os mesmos funcionários fizeram greve por conta de salários atrasados. Na época da aquisição das universidades, o grupo Galileo prometeu investimentos da ordem de R$ 100 milhões de reais.

Apesar disso, no último dia 26 o o presidente do Galileo Educacional S/A, responsável pela Gama Filho e UniverCidade, Alex Klyemann, admitiu que o grupo possui R$ 900 milhões em débitos tributários. A declaração foi dada durante sessão da CPI na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Reprodução: Blog do Sidney Rezende

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