quinta-feira, 21 de março de 2013

CPI ENTRA COM AÇÃO PEDINDO INTERVENÇÃO DE MINISTÉRIO EM UNIVERSIDADES


 Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que investiga denúncias contra as universidades particulares do estado protocolaram, nesta quinta feira (21/03), uma Ação Civil Pública na 14ª Vara da Justiça federal pedindo a intervenção do Ministério da Educação nas universidades administradas pelo Grupo Galileo de Ensino.  A iniciativa foi acompanhada de um ato público que reuniu estudantes, professores e representantes do Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio).

Relator da comissão, o deputado Robson Leite (PT) disse que a intervenção está prevista no Regimento do ministério e é necessária para garantir as aulas e a formatura dos alunos, além do pagamento dos professores. “As universidades administradas por esse grupo estão falidas, grande parte das dívidas é por questão de aluguel dos espaços onde as instituições estão localizadas e alguns desses locais já foram tomados pelos proprietários dos terrenos”, frisou o parlamentar. O grupo é responsável pela gestão da Universidade Gama Filho e da UniverCidade.
As declarações do deputado foram confirmadas pelo presidente do Sinpro-Rio, Wanderley Quêdo, que afirmou que esse problema não atinge apenas professores e alunos, como também funcionários e suas famílias. Segundo ele, somando as duas universidades, são cerca de 60 mil pessoas atingidas pela questão, que engloba atraso de pagamentos de salários, de férias e do recolhimento de FGTS. O presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PDT), adiantou que o relatório final dos trabalhos deve ficar pronto na próxima semana, e que existem provas contra os administradores do Grupo Galileo e de outras universidades.
“A CPI está concluindo o relatório, mas precisamos de uma solução mais imediata. Na próxima quarta-feira (27/03), teremos uma reunião na Comissão de Trabalho da Casa, que eu também presido, sobre este assunto. Tentaremos garantir a presença dos gestores do grupo Galileo para que possam dar explicações”, acrescentou o pedetista.



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