quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

CASO DA JUIZA PATRÍCIA ACIOLI - O Promotor de Justiça foi desrespeitoso e agressivo com o Coronel Mário Sérgio, ex-comandante da Polícia Militar




Sou solidário à família da Juíza Patrícia Acioli, torpemente assassinada e já comprovadamente por policiais militares. Sei disso.
Entendo que os culpados, os responsáveis devem ser rigorosamente punidos.
Mas durante um dos julgamentos, o Coronel Mário Sérgio, ex-comandante da Polícia Militar, reconhecido como um homem honrado, que comandava a Polícia Militar na época do episódio, naturalmente tinha responsabilidades e poderia e tinha o dever de contribuir com a busca e com a realização da Justiça.
Ele foi apresentado como testemunha. É preciso que todos saibam e há comprovação de que o crime foi praticado por policiais militares. Mas no seio da Polícia Militar existe a certeza de que alguns dos acusados são inocentes. Não todos, mas alguns são inocentes. E o Coronel Mário Sérgio foi arrolado como testemunha para que pudesse prestar os esclarecimentos sobre aquilo de que tem conhecimento, pois comandava a corporação e também participou inicialmente do processo investigatório.
O Promotor de Justiça foi desrespeitoso, agressivo. Ao invés de fazer indagações à testemunha, fez acusações. E fez perguntas inaceitáveis. Chegou a perguntar se os criminosos teriam dado dinheiro ao Coronel. Sem nenhum respeito, já ali assumindo, não a posição apenas de representante do Ministério Público, mas já condenando, assumindo o papel de representante do Poder Judiciário.
Houve desrespeito, houve a maneira acintosa, a maneira agressiva, pois, em vez de perguntar, assumia um papel de vestal como se ele, representante do Ministério Público, fosse ali a consciência geral da população e o único responsável pelo dever de justiça.
Então, pela coragem que teve o Coronel Mário Sérgio, pela responsabilidade que ele tem, eu quero desta tribuna mandar a ele a minha solidariedade, e dizer que esse caso não é único. Que o representante do Ministério Público saiba se comportar diante das atribuições que tem; que não ultrapasse limites, que não desrespeite testemunhas, que saiba se colocar no seu devido lugar.

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