sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Governador Sérgio Cabral uma figura promíscua



O Governador do Estado tem sido uma figura promíscua, numa convivência doentia, porque não sadia, com empresários com quem o Governo se relaciona através de contratações para obras, prestações de serviços e concessões. Quando falo “promíscua”, refiro-me às comprovações do relacionamento do Governador do Estado com Fernando Cavendish, da Delta. 
O episódio de Paris – a “República do Guardanapo” – e, agora, a excrescência do Carlinhos Cachoeira, que vai ser encerrada sem que todas as conclusões e todas as provas tenham sido aproveitadas para responsabilizar aqueles que deveriam ser alcançados, o relator da CPI foi massacrado na mídia não por aquilo que deixou de incluir no relatório, mas por coisas que havia incluído. Ele deveria, sim, ter incluído a necessidade de investigar o Procurador Geral da República; deveria, sim, se houve procedimento escuso, cumplicidade, desvio de conduta ou crime praticado por jornalistas, ter incluído no relatório – e é claro que deveria incluir muito mais. A CPI pode ser transformada numa pizza não por aquilo que tinha sido revelado, mas pelo que estava omitido, especialmente a partir da quebra dos sigilos bancário e fiscal das empresas de fachada, com as quais a Delta se relacionava a partir do  Carlinhos Cachoeira, que deve ser seu verdadeiro dono. Ninguém pode ter a consciência tranquila diante do resultado da CPI, que encerrou suas atividades ainda podendo ser prorrogada para concluir verdadeiramente as investigações.

Um comentário:

  1. Nada foi provado contra Cabral, a não ser suas amizades que não significam nada.

    ResponderExcluir