quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O AfroReggae e o José Júnior devem ser submetidos a uma investigação rigorosa

Venho à tribuna para manifestar uma preocupação e, simultaneamente, alertar as autoridades governamentais, principalmente aquelas que desenvolvem suas tarefas na área da Segurança Pública, isto é, vou me dirigir especialmente ao Secretário José Mariano Beltrame.
Há poucos dias houve um assalto à mão armada na Tijuca, a um restaurante na Rua Mariz e Barros, esquina com Professor Gabizo. O restaurante foi assaltado. Houve confronto com a polícia e houve mortes. Dentre os mortos, uma mulher de nome Ivonne Fernandes de Mendonça, participante da ação criminosa. Aí,  lendo hoje alguns jornais, tomo conhecimento de que ela fez parte de um programa de “ressocialização” conduzido pelo chamado AfroReggae, do José Júnior.
Sei o alcance e o significado do AfroReggae, que, a bem da verdade, não tem ressocializado ninguém. Foi um mecanismo encontrado por essa ONG para até desviar recursos públicos, porque são muitas as parcerias feitas com este. O José Júnior, que a partir da parceria com o Governo, vem enriquecendo, passa também a ser uma grande personalidade, principalmente para o mundo global. Deve ter parceria também com o Viva Rio, que, aliás, anda desaparecido. Há muito tempo que eu não ouço mais falar no Sr. Rubem César Fernandes. Mas o AfroReggae ocupa até as coluna sociais. Não tenho por hábito ler a revista Caras, mas se bobear a figura do José Júnior estará lá frequentando grandes mansões. Agora, até dizem que o Corinthians, de grande torcida no País inteiro, mormente em São Paulo, está com uma parceria com o AfroReggae. Outro dia, li em um jornal que o AfroReggae tinha projetos em Londres. Fiquei assustado. Não é mais uma ONG, talvez já seja uma multinacional.
Mas, dentre os programas através dos quais o  José Júnior se beneficia de recursos públicos para não ressocializar ninguém, tem um que se chama Papo Responsa, exatamente patrocinado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. Sendo uma ONG que mobiliza apenados com o objetivo da ressocialização, quais os resultados conseguidos? A informação que eu tenho eu transformo em denúncia desta tribuna é a de que, ao contrário, o AfroReggae reúne pessoas à margem da lei e sob o argumento da ressocialização e, a partir daí, outras quadrilhas vão sendo montadas, até para a prática de assaltos.
Está em vários jornais que Ivonne Fernandes de Mendonça, quando estava em liberdade condicional, no regime semiaberto, trabalhou como recepcionista do Projeto Empregabilidade, por pouco mais de um ano, recebendo o salário de 800 reais Afinal de contas, trabalhou? Quando deixou o programa e não se apresentou mais, como era de seu dever, qual foi a providência tomada, então, pelo AfroReggae, pelo  José Júnior?

Esse não é um episódio isolado. O José Júnior não frequenta só as colunas sociais. Ele frequenta, também, ambientes governamentais, até a Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Venho a esta tribuna, portanto, para denunciar que o AfroReggae não desenvolve nenhum projeto para ressocializar quem quer que seja. Ao contrário, é a partir do AfroReggae que temos a estruturação de grupos para a prática de ilícitos os mais diversos.

Considerando a sua proximidade, através de projetos com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, espero que o Secretário José Mariano Beltrame, a partir pelo menos desse episódio, que alerta as autoridades da Segurança Pública, possa dirigir as suas preocupações para investigar uma ONG que manipula, de forma tal, dados e informações, que tem patrocínios os mais reconhecidos e espúrios e, a partir desse dado, a nossa Polícia Civil, Deputado Zaqueu Teixeira, a quem cabe a investigação criminal com exclusividade, possa investigar a ONG AfroReggae, possa investigar a forma pela qual o Sr. José Júnior vem enriquecendo, com recursos públicos ou não, para que possamos superar uma farsa que, a cada dia, vai se demonstrando mais evidente.
O meu apelo é dirigido ao Secretário de Estado de Segurança Pública, mas, se não for suficiente, vamos recorrer ao Ministério Público, ao Dr. Cláudio Lopes, porque há aqueles que pensam que podem enganar, há aqueles que pensam e enganam, mas, no caso do AfroReggae, só se houver uma cumplicidade muito maior.
Espero acreditar que não exista e quero ser convencido de que não existe essa cumplicidade. E a demonstração de que não existe tal cumplicidade depende de uma investigação rigorosa, a que o AfroReggae e o José Júnior devem ser submetidos.

DEPUTADO PAULO RAMOS

Um comentário:

  1. Parabéns o Dep. Paulo Ramos, essa farsa é nítida e o envolvimendo do Governador Com Sr. José Junior é notório, felizmente alguém de peso resolveu "futucar" neste vespeiro.

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