terça-feira, 26 de junho de 2012

No próximo sábado, haverá a verdadeira convenção. A patrocinada ontem pelo Carlos Lupi está anulada pela Justiça.

O PDT, que sob a presidência do ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, se transformou em uma espécie de cartório, em um balcão de negócios, em uma legenda de aluguel, causando frustração em muitos trabalhistas, em muitos brizolistas que, desiludidos, foram deixando a legenda.
Mas, há aqueles que permaneceram travando uma luta muito grande para, primeiro, demonstrar para o conjunto da sociedade que o PDT tem identidade, mas que só vai recuperá-la substituída a atual direção, liderada pelo Carlos Lupi. Além de demonstrar que tem identidade, estamos demonstrando agora ser possível mobilizar aqueles que acreditam ainda na luta interna, para que a direção partidária, eu reitero, liderada pelo Carlos Lupi, e que se vê acompanhado não apenas pelo ex-Deputado Carlos Corrêa, do ex-Deputado José Bonifácio, mas de, praticamente, todos os membros da bancada nesta Casa, menos, obviamente, eu que estou ocupando a tribuna.
Aqueles que concordam são cúmplices e vão retirando proveitos, os mais diversos, à custa da desmoralização de nossa legenda. Aliás, eles o fazem ainda ousando invocar o nome do Brizola. Já há alguns dias, conseguimos anular a tentativa da realização de uma convenção para eleição de um diretório regional com cartas marcadas. Já havíamos anulado a última eleição para o diretório regional, ocorrida em 2008. Somente no final de 2011 conseguimos a decisão definitiva. Mas, o Carlos Lupi, que preside a executiva nacional, não tendo alternativa convocou uma convenção para eleição do diretório da Capital. É atribuição da executiva nacional. A convenção foi realizada e a chapa patrocinada pelo Carlos Lupi, que não a integrou, foi derrotada. A chapa vitoriosa estava encabeçada pelo atual Ministro do Trabalho, Deputado Federal Brizola Neto. O que fez o  Carlos Lupi? Inconformado com o resultado e mais ainda com a eleição de uma executiva municipal, descumprindo a decisão judicial e ainda fraudando o resultado da convenção municipal e da subsequente eleição da comissão executiva, manda para o Tribunal Regional Eleitoral uma ata se autointitulando Presidente também da executiva municipal na Capital. Aí assumindo de forma truculenta e ilegal a Presidência da executiva municipal, o Carlos Lupi convoca uma convenção para aprovação e escolha da nominata de candidatos a Vereador do PDT na Capital e ainda para decidir sobre coligações.
Quem olha o edital de convocação, não se surpreende. Ali também fica caracterizada a arbitrariedade, a imposição de resultado. Mais uma vez, ao se intitular Presidente da executiva municipal e convocar o diretório para a convenção, tendo em vista o pleito de 2012, o Carlos Lupi não só descumpriu a decisão judicial como também afrontou claramente todo o Poder Judiciário.
Aliás, o advogado do Carlos Lupi, que se apresenta como advogado do PDT, o Dr. Lauro Schuch, além de, como advogado, prestigiar o descumprimento da decisão judicial, no recurso que apresenta,  chama o Poder Judiciário de “tapetão”. “Tapetão” é a expressão que ele usa para tratar da busca do nosso direito através de ação judicial.
Obviamente, a legítima e legal executiva municipal também fez uma convocação do diretório e dos convencionais, para, no próximo sábado, aprovar uma nominata de candidatos a Vereador e decidir sobre coligações.
Hoje, na ação por mim movida, juntamente com o Dr. José Agripino da Silva Oliveira, representando, obviamente, o melhor sentimento pedetista, representando aqueles que não se conformam e continuam lutando para destituir da Presidência o arbitrário Carlos Lupi, com seus apaniguados, incluindo membros da bancada nesta Casa, conseguimos uma decisão judicial,  da 50ª Vara Cível. O Dr. juiz Luiz Umpierre de Mello Serra anulou a convenção realizada ontem e manifestou claramente que a executiva presidida pelo Carlos Lupi descumpre os estatutos partidários e decisão judicial anterior.
Não sei, do alto da irresponsabilidade a que se dispôs, qual vai ser o comportamento do  Carlos Lupi e dos seus asseclas – não existe outro adjetivo para nominar aqueles que se apropriam de uma legenda histórica, como o PDT, para transformá-la, como já disse, num balcão de negócios, num cartório, numa legenda de aluguel.
No próximo sábado, haverá a verdadeira convenção. A patrocinada ontem pelo Carlos Lupi está anulada pela Justiça.
Espero que, se ainda restar um mínimo de decência, um mínimo de compostura naqueles que estão envolvidos nesse esforço que vem enlameando o PDT, possam compreender que estão errados, que precisam deixar de praticar atos contra a lei, contra a decisão judicial e contra o Estatuto do Partido.
Que eles possam tentar, se é que é possível, sair pela porta da frente, porque pela porta dos fundos eles já estão sendo compelidos a deixar a direção do nosso Partido, a deixar a nossa legenda em paz, para que possamos, aí sim, reconstruir um PDT em consonância com as aspirações daqueles que são as nossas referências históricas: Vargas, Jango e, por último, Brizola. Os Brizolistas, os pedetistas, os trabalhistas, aqueles que compreendem o significado da nossa sigla, que possamos demonstrar claramente que o PDT é uma grande alternativa para o povo do Rio de Janeiro, Município, para o povo do Estado do Rio de Janeiro e para o povo brasileiro.
Peço a  transcrição, como parte do meu pronunciamento, não apenas da decisão judicial, mas também de uma carta, uma mensagem aos pedetistas, aos brizolistas e a toda população do Rio de Janeiro assinada pelo Vereador Leonel Brizola Neto, que com a licença do Ministro do Trabalho, Deputado Federal Brizola Neto, como Vice-Presidente, assumiu a Presidência do PDT no Município do Rio de Janeiro. E também de outro manifesto elaborado pelo companheiro Fernando Bandeira com uma espécie de síntese de nossa luta interna e de tudo aquilo que pretendemos para o nosso PDT.

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