sexta-feira, 22 de junho de 2012

AME/RJ REPUDIA veementemente a venda do Quartel General da PMERJ.

Associação dos oficiais militares estaduais repudia venda do Quartel General da PM

A Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro – AME/RJ, entidade de classe representativa de Policiais e Bombeiros Militares do Estado, no sentido de assegurar a preservação do patrimônio da Policia Militar, vem através do presente manifestar profundo e absoluto REPÚDIO à venda do Quartel General da PMERJ promovida pelo Governador, cuja intenção do negócio, segundo notoriamente anunciado pelo referido Governante, é acabar com o conceito de aquartelamento na corporação.
O próprio onde está sediado o Quartel General da PMERJ alberga valores imateriais incomensuráveis, de expressão histórica relevante não só para a cidade e o Estado do Rio de Janeiro, mas para a formação do Brasil. A importância estratégica do Quartel General é inquestionável e sua localização propicia o eficiente e versátil desdobramento e a rápida articulação de unidades policiais e tropas para qualquer parte da cidade, possibilitando uma prestação de serviço efetiva e célere.
O negócio imobiliário promovido pelo Governador retira da PMERJ o seu bem maior, a sua casa, um imóvel que se insere num contexto arquitetônico que traduz parte da história do Brasil. Com essa venda, vence a ganância do poder público, a especulação imobiliária, o descaso com a história, e a passividade da população que não dá valor ao que lhe pertence. Por sua vez, perde-se mais de duzentos anos de história, a dignidade do policial militar, a honra dos que poderiam ter evitado tal tragédia, e nossos descendentes que sequer poderão contemplar uma caserna que abrigou grandes e ilustres militares brasileiros, heróis de nossa pátria.
Por conta de tudo isso e, sobretudo, em razão de tudo que simboliza e significa o imóvel do Quartel-General para a PMERJ e para a cidade do Rio de Janeiro, a AME/RJ REPUDIA veementemente a venda do Quartel General da PMERJ.
À Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a associação reitera irrestrito apoio e solidariedade.
Rio de Janeiro, 25 de maio de 2012.
Carlos Fernando Ferreira Belo
Coronel PM Presidente da AME/RJ

Um comentário:

  1. No meu humilde entendimento as razões do executivo estadual, em vender os quartéis da PMERJ, estão totalmente equivocadas. A pretensa substituição do atual dispositivo de aquartelamento por outro dispositivo dito "mais moderno" é apenas a velha "história de tirar o bode do elevador". Os arquitetos na nova PMERJ, que defendem estas modificações estruturais, vendem a ideia de que a extinção dos quartéis aumentaria o efetivo nas ruas com a diminuição do pessoal da atividade meio (Secretaria da unidade, P1, P2, P3, P4 e P5, etc.), mas, na prática, em relação ao efetivo administrativo, nada vai mudar, só vai mudar o endereço para outro local, pois, querendo ou não, a atual demanda administrativa vai continuar. Em meus 29 anos de PM, o serviço administrativo da PMERJ sempre foi acusado de "ser um desperdício de efetivo e que este pessoal poderia estar no policiamento operacional e que acabando com os quartéis estes policiais aumentariam o efetivo nas ruas", porém este entendimento sempre esteve totalmente fora da realidade da PMERJ, quem tem um pouco de conhecimento de administração de empresa (publica ou privada) que tenha em seu portfólio ações de prestação de serviço, entende que: para garantir a qualidade do atendimento a seus clientes deve haver um forte estrutura administrativa, por exemplo, gestão do pessoal, logística, comunicações, informações (inteligência). Este quadro administrativo em nada difere da PMERJ, que possui todos estes seguimentos e mais alguns, logicamente com a visão da segurança pública. Portanto alegar que a venda dos quartéis vai aumentar o efetivo na rua é, no mínimo, uma prova de total desconhecimento da estrutura, não só da Policia Militar, mas de qualquer grande instituição prestadora de serviço seja ela pública ou privada.

    ResponderExcluir