quinta-feira, 8 de março de 2012

PMERJ - A INJUSTIÇA CONTINUA

Lembro que existe na Polícia Militar o chamado Regulamento de Movimentação. Lá está escrito que o policial militar deve ser classificado para trabalhar na unidade mais próxima de sua residência – naturalmente, sempre que possível.

Sabemos que a Polícia Militar faz concursos regionais, concursos específicos para que os policiais militares trabalhem nessas regiões. Muitos já são moradores das regiões, outros se transferem e constituem família ou levam a sua família, passam a ter uma vida vinculada a tais regiões. Transferir como punição para outras regiões distantes significa não apenas descumprir um regulamento, mas significa também descumprir um contrato firmado, aquilo que constou do edital e que, portanto, orientou os candidatos ao ingresso na Polícia Militar.

No caso dos Policiais Militares do Bope, a motivação não foi o envolvimento indireto, mas a solidariedade explícita em relação ao movimento reivindicatório por melhores salários porque houve resistência, não só no Bope, mas também no Batalhão de Choque da Polícia Militar. A tropa resistiu porque não se dispôs a comparecer para reprimir seus próprios companheiros que faziam reivindicações justas que, em sendo atendidas, atenderiam a todos.

O Governador Sérgio Cabral quando sucumbiu, pelo menos atendeu com migalhas, atendeu a todos, mas a mão pesada da punição somente recaiu sobre os lutadores, aqueles que conquistaram.

Então, no caso do Bope, a resistência foi grande e a punição foi a transferência. Isto não cala, a reivindicação, e isto também não serve à intimidação. Seguramente, como a injustiça continua – aliás, é preciso dizer,que isso faz parte da política do Governo Cabral – os comandantes de unidade cumprem a orientação do Secretário de Segurança. Não existe nenhum comandante de unidade praticando atos que sejam de conhecimento público, que não observem a política de Segurança Pública do Governo Sérgio Cabral, até porque, se assim não fosse, aquele que descumpre seria imediatamente destituído do cargo.

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