quarta-feira, 14 de março de 2012

O caso dos bombeiros.

DISCURSO DO DIA 13/03
Quer dizer que bombeiros militares com ficha irrepreensível, com serviços prestados à população, reconhecidos pela população, se mobilizam disciplinadamente, reivindicando melhores salários e agora, num ato arbitrário, abusivo, o Governador determina a exclusão de pelo menos 13 bombeiros, chefes de família, servidores públicos dedicados que, em confronto com a ação desses bombeiros com a ação do Governador à frente do Governo do Estado, quem deveria ser excluído é o Governador Sérgio Cabral. Mas, o Governador Sérgio Cabral não tem autoridade política e nem autoridade moral, mas pratica tamanha arbitrariedade sem saber as eventuais consequências.Sabemos que aqui uma parcela muito majoritária apoia o Governo Sérgio Cabral, mas apoiar o Governador numa manifestação tão irresponsável, tão criminosa, penalizando servidores públicos, bombeiros militares que, ao longo da vida, já deram demonstração de dedicação à causa da instituição a que pertencem, um com mais de 30 anos de serviço, vai ser excluído, por quê? Pela manifestação de inconformismo com a remuneração recebida? O Rio de Janeiro é a segunda economia da Federação, pagando aos militares estaduais, bombeiros e policiais militares, um salário correspondente a uma das últimas unidades da Federação. Qual a explicação para isto? E o Governador pensando, porque se equivoca, que através da força ele pode recuperar a autoridade perdida. Não vai ser por esse caminho.

O Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde, deixou uma frase lapidar: “O segredo da autoridade não é a força e sim o prestígio moral”.

Quando o Governador Sérgio Cabral se utiliza de um duro instrumento de força para ceifar a carreira de 13 bombeiros militares - e tudo indica que outros ainda serão alcançados, inclusive policiais militares - a força que ele pretende usar ou a força que ele emprega é proporcional à sua falta de autoridade, à sua falta de prestígio moral.

Então, venho aqui esperar que pelo menos esta Casa, a unanimidade, que pelo menos a base do Governo, esmagadoramente majoritária nesta Casa, possa assumir uma posição que faça com que o Governador Sérgio Cabral recupere o mínimo de consciência e possa rever tão desumano ato.

Minha solidariedade aos bombeiros, aos militares estaduais, em suas justas reivindicações e vamos ver a possibilidade de uma reversão de algo que não pode prevalecer no nosso Estado: a ditadura, o fascismo de um Governador que não pode mais andar na rua, não pode mais aparecer em público, porque seguramente vai ser hostilizado pela quase totalidade da população.

DEPUTADO PAULO RAMOS

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