quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cabral não comparece à reabertura dos trabalhos legislativos

Em primeiro lugar, quero lamentar profundamente a ausência do Governador do Estado no Expediente Inicial de hoje, não que fosse me causar alguma alegria reencontrar o Governador Sérgio Cabral. Não é por isso, mas, institucionalmente falando, a presença do Governador para ler a sua mensagem era uma presença obrigatória em respeito ao Poder Legislativo. Não deve ser pelo fato de ter ele nesta Casa uma maioria tão expressiva que há de fazer com que ele manifeste tamanho desrespeito.
Sugiro à Presidência, que verifique o comportamento dos demais governadores nas outras unidades da Federação. Com certeza absoluta, salvo um impedimento muito grave, todos compareceram pessoalmente à reabertura dos trabalhos legislativos nas respectivas Assembleias.
A ausência do Governador demonstra duas coisas: desprezo a esta Casa e ao mesmo tempo receio. É claro que, assim como aconteceu com o seu Secretário, não haveria nenhuma interpelação após a manifestação governamental. Ele não seria constrangido aqui em face da existência de oposição ao Governo nesta Casa.
Cada um sabe o papel institucional que deve cumprir. A ausência do Governador atesta a ausência dele diante de suas mais elementares responsabilidades como Governador do Estado. Obviamente, deveria S. Exa. estar em Paris ou em Trancoso, sendo patrocinado por um Eike Batista da vida ou por um Fernando Cavendish da vida. É um Governador que não assume suas responsabilidades, que não tem compostura, que, pressionado, cria uma espécie de código de ética, cria um Conselho de Ética e não preenche os cargos. É um Governador que procura responder com presteza, responder algo à opinião pública quando enfrenta dificuldades.
De qualquer maneira, eu acredito que, mesmo para a base do Governo, deve ter sido motivo de grande decepção a ausência do Governador hoje nesta Casa. De qualquer maneira, cada um assume o papel que entende ser conveniente assumir, mas não é possível deixar de registrar que o Governador Sérgio Cabral não tem qualquer apreço às suas funções governamentais e também não tem apreço a esta Casa.

PARTE DO DISCURSO 01/02/2012


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