quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Paulo Ramos diz que governo faz população de cobaia no transporte de massa

Apesar de apoiar qualquer iniciativa de expansão do Metrô, o vice-presidente da Alerj, Paulo Ramos (PDT), voltou a criticar o governo do Estado do Rio por fazer de cobaia a população que necessita de transporte de massa. No entanto, ele lamenta que o governador Sérgio Cabral tenha prorrogado a concessão por mais 20 anos antes que o contrato original tivesse completado nove anos. Tudo isso, segundo ele, em troca de “um rabicho que vai até a Central do Brasil”, abandonando o traçado original.

- As populações de São Gonçalo e de Niterói são muito sofridas em relação ao transporte de massa porque depende exclusivamente das barcas que estão completamente deficitárias. Por outro lado, é preciso levar o metrô para São Gonçalo e Niterói - disse, acrescentando que o governo precisa aumentar o número de linhas de barcas e levá-las para os municípios de São Gonçalo, Magé, Caxias.

- Tenho feito uma proposta de transformar, na questão da revitalização da Zona Portuária, o armazém enfrente a Rodoviária Novo Rio em estação das barcas vindas de São Gonçalo, Magé, Caxias e da Ilha do Governador e integrar com o Metrô pela Francisco Bicalho sem fazer nenhuma desapropriação pelo veículo vincular sobre trilhos para fazer a ligação - comentou, ressaltando que o governo prestigia mais os ônibus.

Paulo Ramos fez questão de frisar ao MONITOR MERCANTIL que o governo, agora, vai trocar os controladores das barcas, tendo em vista o fracasso da concessionárias. Isso, segundo ele, sem mencionar que o preço das passagens já sofreram aumento, além de contar com subsídio do governo.

- Agora querem transformar o Metrô em um modal que leva a população até a estação das barcas deficitárias de Niterói. O serviço das barcas é eficiente, com boa gestão, e a Baía de Guanabara é um milagre e poderia ser incrementado dentro dessa conjugação com o Metrô. Trazer para Niterói, para depois desembarcar na Praça 15, isso é um congestionamento muito grande. Interromper sem fazer nenhuma ligação direta com o Rio pode ser até um desperdício grande de recursos.

Quanto à linha 4 do Metrô, o deputado pedetista enfatizou que o governo também mudou o traçado. No entanto, segundo ele, “está levando o metrô para a Barra da Tijuca, o que é uma necessidade.

- Existia um traçado muito econômico. E eles (governo) mudaram porque, no fundo, onde entra o interesse das empreiteiras. Tem que conjugar isso que é muito difícil com o interesse da população. Seria mais fácil. Para atender os interesses das empreiteiras, tudo é possível.

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