sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Paulo Ramos: "não podemos capitular, em homenagem a SP, o gigolô de tudo isso"



O ato "Contra a injustiça e em defesa do Rio" é o resultado da falta de um projeto nacional que faz com que os estados briguem entre si. A afirmação, feita nesta quinta-feira ao MONITOR MERCANTIL é do vice-presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo Ramos (PDT), para quem os estados brasileiros vivem uma verdadeira guerra fiscal.

- Quero dizer que é duro viver num país onde há essa guerra fiscal, estado contra estado. Isso acontece porque o Brasil não tem um projeto nacional. Não posso querer o mal dos estados do Norte e do Nordeste ou de regiões menos favorecidas. Mas é claro que tenho que lutar pelo interesse do Rio.

Para Ramos, é preciso defender um projeto nacional que desenvolva todas as regiões.

- Nós temos outros inimigos, adversários. Não podemos, em homenagem ao Estado de São Paulo, capitular. São Paulo carrega tudo. Precisamos nos aliar aos estados do Norte e do Nordeste contra São Paulo, o gigolô de tudo isso - disse, acrescentando que o Rio está sendo "punido" porque o petróleo é o único que não é tributado na fonte, mas no destino - "então, temos que modificar isso. Essa guerra fiscal só beneficia as multinacionais. O governador Sérgio Cabral acabou de dar uma renúncia fiscal à Nissan no valor de R$ 6 bilhões. Além disso, vai comprar, em Resende, uma área para doar a montadora e ainda fez um contrato com franquia de 100 anos, 50 anos prorrogáveis por mais 50. Ele luta pelo petróleo, mas escancara as pernas para as multinacionais".

MONITOR MERCANTIL

Um comentário:

  1. A questão nao é o cabral. O governo federal nessa nova divisao aceitou perder muito pouco, enquanto do Rio tiraram grande parte da receita. Isso significa menos capacidade desses governos investirem.

    Quando o RJ terá um interior de economia forte como SP se com essa atitude, de uma canetada só, cidades do interior ficaram bem mais pobres? As pessoas precisam deixar de fazer politicagem e pensar grande.

    Esses recursos eram importantes para a economia de diversas cidades do Estado. Não adinta vir criticar o Cabral, porque isso poderia ter acontecido em qualquer gestão. Ele ainda ta segurando isso sem criar uma briga e piorar as coisas.


    Se fosse o Garotinho, os royalties já teriam sido tirados faz tempo. da primeira vez Cabral ainda conseguiu que o Lula vetasse essa lei. Com Garotinho, o lula teria assinado sorrindo. hehe

    Triste ver isso ser tratado com tanta politicagem pela internet. As pessoas pensam muito pequeno e querem mais é que tudo piore. Cabral tem conduzido isso de forma a nao fazer populismo e acho que está certo.

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