quarta-feira, 30 de novembro de 2011

“Até os indecentes sabem o momento de parar.”

Essa foi a reação do deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) à notificação da regional do seu partido que abriu inquérito contra ele na Comissão de Ética. Para o deputado, a notificação comprova tudo o que ele vem denunciando: que o partido se transformou um balcão de negócios, num cartório, numa legenda de aluguel, comandada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
“Como é que uma Comissão Provisória, sem qualquer legitimidade, porque não foi eleita e foi destituída pela Justiça, tem a audácia de querer processar um deputado legitimamente eleito e que só exige que o seu próprio partido cumpra os compromissos éticos e programáticos assumidos com a população? E faço todas essas denúncias muito antes dos fatos envolvendo o ministro Carlos Lupi no Ministério do Trabalho”, afirmou o deputado.
Paulo Ramos lembrou ainda que é uma tática do ministro – presidente licenciado do PDT – manter o partido desorganizado para poder manter o próprio poder:
“Dos 27 estados, em apenas nove – o mínimo exigido pela Legislação Eleitoral – existem diretórios eleitos. Nos restantes, incluindo o Rio, só existem Comissões Provisórias, integradas, em sua grande maioria, por pessoas que são empregadas do próprio partido. Aqui, no Rio, o presidente da Comissão Provisória não pode concorrer nas eleições porque era ficha suja e atualmente, para não ser processado, se esconde numa subsecretaria do Governo Cabral. Governo, aliás, que não tem qualquer identidade com os princípios defendidos por Vargas, Jango e Brizola”, enfatizou o deputado.
Para ele, o processo na Comissão de Ética não vai prosperar, mas se sentiu magoado pelo documento ter entre as assinaturas a da deputada Cidinha Campos:
“Do deputado Luis Martins não vou nem falar. Mas confesso que me magoou profundamente ver a assinatura da deputada Cidinha Campos com quem tenho divergências, mas que sempre teve a minha admiração. Mas repito: não posso levar a sério essa notificação uma Comissão Provisória de Ética”, sem qualquer compromisso com um mínimo de ética na vida pública”.

Paulo Ramos

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