sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Deputado quer população ao lado de policiais e bancários

Em duro discurso nas escadarias da Assembléia Legislativa (ALERJ), durante manifestação dos policiais civis, o deputado Paulo Ramos (PDT) classificou, nesta quinta-feira (29), o governador Sérgio Cabral como o “inimigo número 1 dos servidores públicos no Estado”. O motivo: Cabral não atende as reivindicações dos funcionários da Saúde, do Corpo de Bombeiros, da Educação e, agora, também dos policiais civis, que entraram em greve.
Na parte da manhã, o deputado deu entrevista à TV ALERJ, junto com o presidente do sindicato dos bancários do Rio de Janeiro, quando pediu à população solidariedade da população à greve dos bancários.
“É uma greve não só por melhoria salarial como também por melhores condições de vida. A população, que sempre reclama dos serviços bancários, tem que ficar ao lado do movimento porque a luta dos bancários é também por melhor atendimento”, afirmou o deputado. A entrevista vai ao ar nesta sexta-feira às 2h30m, na TV ALERJ.
Sobre a manifestação dos policiais, Paulo Ramos, que tem na sua formação a carreira de policial militar, estranhou que os delegados não tenham se juntado aos militantes:
“É emblemática essa manifestação, porque ela ocorre no Dia do Policial Civil e vocês estão aqui lutando por melhores salários e condições de vida. A vocês a minha solidariedade, mas faço um alerta; é necessário que também os delegados se juntem ao movimento reivindicatório. Não é possível aceitar que, numa mesma categoria profissional, existam diferenças gritantes de salário. O justo, o correto, é o escalonamento vertical para todos’, afirmou o deputado, muito aplaudido pelos policiais.
Ele exortou ainda os policiais a checarem a agenda do governador para aparecerem e pressionarem Sérgio Cabral:
“Em público, ele não aparece. Está sempre fugindo, agora até da imprensa. Ele sabe que cometeu estelionato eleitoral porque, na sua primeira eleição, se reuniu com representantes de todas as áreas do serviço público, prometeu mudanças e nada fez. A realidade está estampada na camiseta que vocês vestem: “o pior salário do Brasil”. Idêntica frase mostrada pelos seus colegas bombeiros, professores e servidores da Saúde. Fora Cabral!”, concluiu o deputado.

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