sexta-feira, 13 de maio de 2011

Deputado Paulo Ramos questiona Secretário de Segurança em audiência pública na ALERJ


Apesar dos esforços da bancada governista, o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, teve que ouvir perguntas mais fortes da oposição na audiência pública, realizada nesta quinta-feira na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Um dos mais contundentes foi o deputado Paulo Ramos (PDT), que discordou da atual política de segurança (“é a política do extermínio, da matança”) e questionou o secretário sobre um convênio da Polícia Civil com a Fundação Getúlio Vargas, onde uma das filhas de Beltrame estuda com bolsa parcial. “Realmente há o convênio, mas a minha filha não tem bolsa. Ela estuda lá com crédito educativo, do qual eu sou o avalista”, afirmou o secretário.

Paulo Ramos considerou também muito estranho a facilidade com que um falso policial conseguiu se infiltrar na secretaria de segurança, chegando até dar cursos para oficiais. Beltrame admitiu o erro e afirmou que foi feito um recadastramento de servidores e que foram tomadas medidas para evitar novos casos.

Paulo Ramos também questionou o secretário sobre a provável remoção do 13º batalhão da PM e a demora na construção do hospital da Polícia Civil. Sobre o hospital, a chefe de Polícia Civil, delegada Marta Rocha, garantiu que até o fim desse ano o hospital estará pronto num terreno cedido pela prefeitura.

Sobre a operação Guilhotina, que derrubou o então chefe de Polícia Civil Allan Turnowski, Beltrame reconheceu que sabia da operação da Polícia Federal, mas que não tinha conhecimento dos nomes dos policiais investigados. Sobre o afastamento de Turnowski, e do fechamento da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas), delegacia que investiga as milícias e que colaborou com a Polícia Federal na operação, o secretário evitou polemizar:
- Se o chefe de polícia me diz que há provas cabais de crimes, eu mandaria fechar e fazer uma apreensão por lá, o que foi feito. Esse inquérito está em andamento na corregedoria da Polícia Civil e ainda não foi concluído. Já o Allan foi afastado antes do indiciamento, porque tomou medidas exageradas e que eu não achei de bom tom.