sábado, 6 de novembro de 2010

AUDIÊNCIA PÚBLICA E PROTESTO CONTRA O FECHAMENTO DO HOSPITAL ESTADUAL PEDRO II


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Manifestantes protestam contra fechamento do Hospital Pedro II

Sindicatos de profissionais de saúde, associações de moradores da Zona Oeste, movimentos sociais e funcionários do hospital estadual Pedro II — atingido por um incêndio nas instalações de energia no dia 14 de outubro nas — protestaram contra o fechamento da unidade. Os manifestantes se reuniram em frente à secretaria estadual de Saúde, no Centro.

Entre as reivindicações, está a abertura da unidade ou a apresentação de um laudo técnico sobre o incêndio que justifique o fechamento do hospital. Eles também contestam a municipalização do hospital e a transferência dos funcionários para outras unidades. Após o protesto, todos dirigiram-se ao Ministério Público do Rio de Janeiro, onde entraram com representação solicitando abertura de procedimento investigativo para apurar as causas do incêndio. O MP já abriu procedimento.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, de 60 anos, classificou o fechamento do hospital como algo obscuro.

— O governo se vale do incêndio para justificar fechamento.É um crime contra a população da região. O Pedro II é um hospital de referência.

O grupo seguiu para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde houve uma audiência pública — presidida pelo deputado Paulo Ramos, presidente da Comissão de Trabalho da Alerj — com a subsecretaria de Atenção à Saúde, Hellen Miyamoto, e o Coronel Sylvio Jorge de Souza Junior, subsecretário de RH e gestão de pessoal.

Os representantes da secretaria de Saúde informaram que há um laudo técnico emitido pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), que justifica o fechamento do hospital.

— As obras estão sendo feitas por causa do incêndio e já preparando para a gestão do município — afirmou Hellen Miyamoto.

Segundo a subsecretaria, novos leitos estão sendo criados em hospitais da rede para solucionar a questão da sobrecarga, principalmente no Hospital Estadual Rocha Faria.

Sobre as especulações de um incêndio criminosos, o Cel Sylvio garante que isso seria ruim para o governo.

— Para nós, é muito pior o Pedro II fechado. É um transtorno, mas não temos escolha.

O deputado Paulo Ramos ironizou o fato de o laudo técnico ser emitido por uma empresa do governo.

— Quem está investigando o incêndio é o próprio suspeito. Ou o incêndio foi muito apropriado ou criminoso.

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