quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dep. Paulo Ramos é notícia no Sidney Rezende

Sobre a nova composição da Assembleia, Ramos observa que a base governista foi reduzida pelo resultado eleitoral, mas atenta que muitos parlamentares eleitos por legendas adversárias nestas eleições podem manifestar apoio no decorrer da administração Cabral:"Eu não acredito que o governo terá maioria folgada, mas a questão é matemática. Tivemos casos de candidatos de coligações que tiveram candidato próprio, como o André Corrêa (PPS, partido coligado à candidatura de Fernando Gabeira), e apoiaram a reeleição do governador", resume.

Perguntado sobre a atuação de Jorge Picciani, candidato derrotado ao Senado, durante os quatro anos em que foi presidente da Alerj, o deputado pedetista destacou a capacidade de articulação política: "O presidente Picciani teve a habilidade de consolidar a base na Casa e reduzir a atuação da oposição". E com relação ao futuro presidente da Casa, Paulo Ramos não apontou um único favorito nem preferência pessoal, mas cita os deputados Paulo Melo e Domingos Brazão (PMDB) como possíveis nomes para o comando do Legislativo. "Primeiro precisamos discutir a proporcionalidade da ocupação do cargos, a Mesa Diretora e os presidentes das comissões. E isso não é uma coisa isolada".

Ele afirmou que não tem pretensão nenhuma de mudar as linhas de sua atuação parlamentar: "Vou continuar defendendo os direitos dos servidores e dos trabalhadores, porque foi uma luta muito grande para conquistar avanços. Vamos ver se neste mandato o governador compreenda de vez que sem servidor público não há serviço público de qualidade, haja visto na saúde e na educação". Ramos não pretende se licenciar para disputar as eleições municipais em 2012 e ainda cita outro nome do PDT para o futuro: "A expressão do deputado Wagner Montes é um indicativo de que o PDT precisa se recolocar nas disputas majoritárias e recuperar o prestígio que sempre teve e defender as bandeiras que o (ex-governador Leonel) Brizola sempre defendia, a começar pelos CIEPs".

Atento às questões nacionais, o parlamentar defende que a primeira colocação de Dilma Rousseff no primeiro turno foi muito reduzida por algumas parcelas da sociedade e ainda diz acreditar que o histórico de Marina Silva (PV) indica que seu apoio deve ir para a petista no segundo turno.

"Houve uma corrente de certos setores econômicos e da mídia contra a Dilma, mas não tem como ela não se sentir vitoriosa e com a mão na taça. E nós vamos participar nessa luta, o fato é que houve crescimento no voto, sim. E a ministra Marina silva era petista até cerca de um ano atrás, acredito que pessoalmente ela vai oferecer o apoio ao PT, mesmo que publicamente demonstre ficar em cima do muro. Fazer o contrário seria renegar o seu passado", completa.

SRZD