terça-feira, 15 de junho de 2010

14/06/2010 - A Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Alerj realizou, nesta segunda-feira (14/06), uma audiência para discutir


A massificação dos esportes nas escolas e em programas sociais e a recuperação e a ampliação da capacidade dos clubes sócio-recreativos em todo o estado foram sugestões dadas pelo presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Paulo Ramos (PDT), como estratégicas para expandir o mercado de trabalho para os professores de Educação Física. O assunto foi debatido nesta segunda-feira (14/06), durante audiência pública na Alerj. “Aproveitamos que o esporte está em alta por conta da Copa e realizamos este encontro para compreender que atividades cabem a este professor. É preciso entender algumas especificidades, tais como quem pode exercer a função: o ex-atleta, um monitor ou só o profissional formado em curso superior? A massificação da prática esportiva abre espaço no mercado de trabalho para estes trabalhadores”, afirmou Ramos.

Ouça o deputado Paulo Ramos: http://www.radiopauloramos.net/deputado-paulo-ramos-pdt-participa-de-debate

Segundo o superintendente técnico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), José Roberto Perillier, a formação dos profissionais hoje está mais voltada para o trabalho nas academias de ginástica. “Existem cursos de bacharelado, mas eles estão muito longe da necessidade de desenvolvimento esportivo do nosso País. As faculdades, antigamente, formavam técnicos especialistas em distintas modalidades, uma situação que não ocorre mais”, frisou. Pensando nisso, o pedetista Ramos sugeriu que o poder público recupere a capacidade instalada dos clubes sócio-recreativos para que eles sejam usados em parceria com escolas que não têm equipamentos esportivos. “As escolas ficariam, dessa forma, usando as instalações do clube mais próximo. Como vamos chegar às Olimpíadas de 2016 sem que tenha sido aberta a possibilidade da massificação da prática esportiva?”, questionou o parlamentar.

Os professores de Educação Física presentes na audiência aproveitaram para festejar uma decisão do Senado ao aprovar a alteração na Lei 9.615/98, a Lei Pelé, que garantiu a retirada de um ponto considerado polêmico: o que permitia que ex-atletas que tenham exercido a profissão durante, no mínimo, três anos consecutivos ou cinco alternados se tornassem monitores no ensino da respectiva modalidade desportiva que praticaram. O vice-presidente do Sindicato dos Professores de Educação Física, Níger Morie, disse que essa aprovação favorece a classe. “A regulamentação dos monitores desvaloriza o diploma e o profissional que cursou uma faculdade. A preocupação do sindicato era a questão do atendimento que esses monitores dariam à sociedade sem uma devida especialização”, ressaltou.

Também estiveram presentes na reunião Eliezer Ferreira dos Santos, representante da Superintendência Regional do Trabalho, e o presidente da Associação Brasileira das Academias, Ricardo Abreu.
(Texto de Ricardo Costa)

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