segunda-feira, 31 de maio de 2010

19/04/2010 - A Comissão de Trabalho, presidida pelo deputado Paulo Ramos, teve uma audiência com o seguinte tema:” Migração de Passageiros para o Tra

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) não soube informar, durante audiência pública da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), realizada nesta segunda-feira (19/04), quantos passageiros migraram do transporte alternativo para os demais modais do estado nos últimos anos. “Os acidentes são frequentes, os atrasos acontecem a todo instante e ainda existe superlotação. Não podemos ficar reféns de um acordo entre o Governo e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor), que utiliza o Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) para esmagar o transporte alternativo, sem saber o que está realmente ocorrendo”, comentou o presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PDT). Em resposta ao pedetista, o presidente da Agetransp, Luiz Antonio Laranjeiras Barbosa, afirmou que pretende contratar um instituto de pesquisa para levantar o número de passageiros que podem ter deixado de usar vans e migrado para trens, barcas e metrôs.

Sonora com deputado Paulo Ramos: http://alerj.posterous.com/deputado-paulo-ramos-pdt-fala-apos-audiencia

O parlamentar acrescentou que, no caso das vans intermunicipais, as permissões para a utilização dos veículos passaram de 1.830 para “pouco mais de 600” e as linhas permitidas para o tráfego são “indesejáveis”. “É uma situação que precisa de uma solução a partir do conhecimento da verdade, da opinião dos usuários e da oferta de transportes. Não se pode simplesmente fazer uma aliança com as empresas de ônibus em detrimento das vans”, completou Ramos. A Agetransp admitiu, durante o encontro, que a demanda de passageiros dos trens e do metrô realmente sofreu um aumento desde o corte no número de licitações para as vans. O presidente da agência defendeu ainda que a legislação estadual deve ser alterada para que a fiscalização seja mais efetiva. “Estamos preparando um trabalho, mas é longo, que talvez não saia antes das eleições. Pretendemos enviar à Alerj algumas sugestões de mudança na legislação para que a agência tenha mais autonomia e poder para operar em favor da população”, informou.

Barbosa ainda anunciou que será preciso realizar uma licitação para a contratação de um instituto de pesquisa com o objetivo de levantar o número de passageiros dessa transferência entre os modais. Segundo a Federação das Cooperativas de Transporte Alternativo do Rio (Fecotral), no início de 2006, a quantidade de passageiros transportada pelas vans intermunicipais era de 390 mil e hoje não chega a 50 mil usuários. Já o diretor da Associação dos Usuários do Transporte Público, Fábio Rosa, acredita que somente o aumento no número de vans e ônibus poderá atender a necessidade do povo fluminense. “Defendemos o aumento no número de vans e de linhas de ônibus para evitar o monopólio de alguns trajetos. Recebemos denúncias de que existe esse monopólio por parte de empresas de ônibus. Existem locais que o funcionamento dos ônibus só vai até 23h”, argumentou.

Também participaram do encontro representantes da Companhia de Transportes Sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (RioTrilhos) e do Detro.

(Texto de Raoni Alves) Fonte ALERJ

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